Sexta-feira, 18 de Outubro de 2019

Espírito Santo entre os estados com maior número de inscrições no Prêmio Policiais Federais de Jornalismo

Artigo: Uma polícia para o Século XXI - a Carreira Única e o Ciclo Completo da Ação Policial (Por Roberto Darós)

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16/09/2019

ALERTA PARA O RISCO DE DOENÇAS MENTAIS E SUICÍDIO DE POLICIAIS

A rotina de enfrentamento do crime dos policiais é arriscada, mas não tem sido o principal desafio desses profissionais. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019, um total de 104 policiais (entre civis e militares) cometeu suicídio em 2018. Um número que ultrapassa o total de policiais assassinados em horário de trabalho.

 

“A taxa de suicídio entre policiais é três vezes maior que da população em geral. Trata-se de uma realidade assustadora e ainda marcada pelo silêncio das organizações de Segurança Pública. O adoecimento mental e suicídio entre policiais são problemas antigos, porém não encarados de forma adequada, por preconceito ou por uma abordagem equivocada. Quando um policial tira a própria vida, o impacto no ambiente de trabalho choca mais do que uma troca de tiros ou de uma missão arriscada”, diz assistente social mestranda em Segurança Pública, Gegliola Campos da Silva.

 

Ela destaca que muitos são os fatores de risco que podem agravar os danos do estresse, o desgaste físico e o esgotamento mental de policiais. Entretanto, é preciso atenção institucionalizada às peculiaridades de uma organização de segurança pública na tentativa de maximizar os fatores de proteção e minimizar os possíveis “gatilhos” para transtornos mentais, que não tratados, podem levar ao suicídio.

 

“Nós temos um modelo de Segurança Pública que privilegia o investimento em equipamentos, o que também, claro, é muito importante, mas não pode se dar em detrimento à valorização dos profissionais, ao atendimento adequado, apoio e acompanhamento psicológico”, diz Marcus Firme, membro da União dos Policias do Brasil e presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Espírito Santo (Sinpef-ES).

 

“Programas de promoção à saúde, segurança no trabalho, garantia de direitos e suporte psicossocial, que fujam do imediatismo e do assistencialismo, precisam fazer parte da rotina de policiais, numa abordagem contra-hegemônica centrada nas reais necessidades de tais trabalhadores. Ao escolher uma profissão que tem como missão proteger a sociedade, o policial, muitas vezes, sofre danos físicos e/ou mentais. Quando isso ocorre, geralmente precisa conviver com a indiferença de gestores e da população a qual servem”, complementa Gegliola.

 

A especialista diz que sociedade exige uma polícia que seja eficiente e eficaz, mas precisa olhar com cautela para as mazelas às quais estes trabalhadores estão expostos. “Policiais enfrentam, ao longo da carreira, inúmeros problemas, geralmente vivenciados em silenciosa solidão e potencializados pelo perigo que é ter uma arma na mão. É preciso conhecer a outra face da polícia e cuidar melhor dela. Essa face é vulnerável, sofre, adoece e se mata”, conclui a assistente social.





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