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01/12/2020

REFLEXÃO: A PF ESTÁ MESMO “A TODO VAPOR”?

Autor: APF Marcelo Thompson

O que há por trás das estatísticas operacionais da Polícia Federal, especialmente as apreensões de cocaína, que são apresentadas como símbolo de uma eficiência operacional que não se pode negar?

 

Desde 2012/2013, quando as “facções” se tornaram alvo específico da PF via Coordenação Geral de Prevenção e Repressão a Entorpecentes (CGPRE). Toda a estrutura do Grupo Especial de Investigações Sensíveis (GISE) e as Delegacias de Repressão a Entorpecentes (DREs) também voltaram seu foco ao mesmo alvo e as apreensões saltaram consideravelmente. Contra fatos não há argumentos.

 

Porém, o que há por trás dessa mudança? Quais as suas consequências para o combate ao tráfico em solo nacional e qual o objetivo dos delegados federais usando essa estatística estão buscando? Pois bem, não tenho como ser breve, mas objetivo sim.

 

O conhecimento sobre o funcionamento e a estrutura das facções pode ser resumido numa experiência vivida pelo signatário deste artigo no “escritório” da DRE de Cuiabá em 2010.

 

Em 60 dias de missão naquele “EIP”, dentre os meus alvos, havia uma mulher que se dizia “coordenadora da ala feminina do PCC (Primeiro Comando da Capital)” em Rondônia e aproveitei para adquirir algum conhecimento da estrutura de funcionamento daquela organização criminosa (Orcrim). Ao fim da minha estadia, produzi um relatório detalhando o conhecimento adquirido (salves, nomes de coordenadores, suas localizações, seus contatos, casa das cunhadas, sorteios e outros) e o colega chefe da unidade mandou que o entregasse à Delegacia Regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado (DRCOR).

 

Imprimi o documento numas folhas de papel azul bem chamativo (material reciclado utilizado na unidade) e fui ao gabinete do chefe. Expliquei o conteúdo, o cara olhou, olhou e mandou: “c******, p*** q** p****, onde você arranjou esse papel bonito que não tem na minha secretaria?” Esse era o nível de conhecimento de quem comandava o combate ao crime organizado na PF.

 

A inteligência da PF chegou ao alvo muito rápido: o PCC em especial havia migrado sua força para o tráfico internacional. Por quê? Porque só idiotas mantêm um exército de 50 mil soldados num estado para vender drogas debaixo de uma guerra gastando os tubos com armamento, munição, pessoal, corrupção policial e judicial em vez de vendê-la na Europa a um preço cinco vezes maior, receber em euros sem precisar um único disparo na maioria dessas ações.

 

Alvo atingido. Eficiência total, o que não é novidade alguma em se tratando de trabalhos realizados pelos verdadeiros policiais federais. Resultado: agora os delegados de polícia federal se apoiam nessas estatísticas acrescentadas de muitos milhões de reais apreendidos para obterem os aplausos da multidão, a simpatia do Ministro da Justiça e da Presidência da República para obterem seu mais alto desejo: a autonomia da PF, quando serão mais reis do que nunca.

 

E querem saber o pior disso? Há colegas que estão altamente orgulhosos do trabalho realizado e tem lá boas razões para isso do ponto de vista profissional e da realização pessoal, afinal, estatísticas movem o mundo. Então, o que há de errado para eu fazer você ler esse texto até aqui? O efeito colateral, o “rebote” é a causa.

 

Paralelo ao foco voltado para as apreensões, cuja esmagadora maioria se deu em portos ou depósitos onde aguardavam embarque, as apreensões das cargas destinadas ao território brasileiro caíram vertiginosamente e a comprovação está nas nossas ruas. Nunca se viu tanta droga nas nossas ruas, tanto armamento e cada vez mais sofisticado, tantas facções e comandos nas cidades, tantos moleques dominando territórios e, claro, tantos dependentes pelas nossas ruas.

 

É preciso voltar o foco para quem mantém a instituição, sustenta seu alto custo e espera a devida correspondência com o socorro às nossas famílias. É preciso que alguém diga isso ao Presidente da República, que a Polícia Federal é nossa e deve trabalhar prioritariamente para nós. “A todo vapor”, claro.



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